Lá vamos nós (eu) para mais uma "bela" consulta...
Nos próximos dias é verem-me a chorar por tudo e por nada. Ora porque grávidas e bebés polulam à minha volta como papoilas na primavera, ora porque crianças nascem como cogumelos à minha volta em tempo húmido.
Para a semana volto a ser eu outra vez.
(Qualquer dia só de entrar naquele hospital dá-me vontade de chorar!)
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
90% Realidade
Desde que acabei a faculdade que me sinto uma total devoradora de livros, se eu gastasse dinheiro nos livros que leio já tinha ido à falência, chegam a ser uma média de 3 livros por mês! Benditas bibliotecas municipais!
O ultimo lido não valia um chavo, vá não era assim tão mau, mas nada de especial, é daqueles livros que se lê por ler. No entanto, há uma passagem que preciso de registar:
«(...) um conhecido jornalista autografava livros, com a filha pequena ao colo. (...) Com um sorriso malicioso, apontei com a cabeça na direcção dele e disse: "É isto que nos espera, não é? A partir dos trinta, já só se encontram homens com filhos nos braços e nenhum deles quer repetir a experiência". A Alice, casada com um divorciado que era pai de duas filhas, sorriu. "É, não querem voltar ás fraldas e aos biberões que nós nunca trocámos, nem enchemos." Ficámos caladas. Passados uns minutos, ela acrescentou: "Eu acho que, a partir de determinada idade, uma mulher precisa de ouvir um homem dizer que quer ter um filho dela. Mesmo que decida não o ter, mesmo que não queira ser mãe. Mas é importante.»
De facto, este sentimento é muito verdadeiro para tantas mulheres hoje em dia...
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
New Job!
Finalmente o tão esperado new job!
A começar lá bem por baixo, como estagiária, a fazer aquele trabalho que nenhum Gestor de Recursos Humanos almeja, processamento de salários, coisa que hoje em dia na maioria das faculdades já nem se aprende, tem-se uma noção das leis, tem-se uma noção de alguns procedimentos, principalmente admissões, contratos, demissões e procedimentos com expatriados e pouco mais. Mas é por baixo que se começa e isso não me faz confusão nenhuma, em tudo na minha vida comecei por baixo e agora já estou aqui.
É como eu digo, em tudo na vida, há que querer mais e melhor, e é para isso que lutos todos os dias, mesmo começando por baixo!
Nos próximos meses é dar tudo por tudo para obter bons resultados e boas avaliações ;)
A começar lá bem por baixo, como estagiária, a fazer aquele trabalho que nenhum Gestor de Recursos Humanos almeja, processamento de salários, coisa que hoje em dia na maioria das faculdades já nem se aprende, tem-se uma noção das leis, tem-se uma noção de alguns procedimentos, principalmente admissões, contratos, demissões e procedimentos com expatriados e pouco mais. Mas é por baixo que se começa e isso não me faz confusão nenhuma, em tudo na minha vida comecei por baixo e agora já estou aqui.
É como eu digo, em tudo na vida, há que querer mais e melhor, e é para isso que lutos todos os dias, mesmo começando por baixo!
Nos próximos meses é dar tudo por tudo para obter bons resultados e boas avaliações ;)
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
A última noite
Faltava-me a tua respiração para me embalar e o teu calor para me manter quentinha toda a noite...
Hoje a meio da noite já volto a dormir bem e quentinha!
Hoje a meio da noite já volto a dormir bem e quentinha!
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Só queremos quando não temos
Depois de semanas a pensar no mesmo, depois de semanas a me tentar perceber a mim própria, o porquê de tanta dor, tanta tristeza, tanta angustia, finalmente tudo se vai encaixando devagarinho no seu lugar. Uns dias mais leves, outros mais pesados.
Percebi que apesar de ser uma pessoa "despachada", prática, optimista, e bem disposta, quando algo acontece que me afecte profundamente, preciso de chorar muito, preciso de entregar à dor, ao desgosto, preciso de dizer mal dizer a minha vida, revoltar-me com o mundo. Preciso de ir um bocadinho lá a baixo para ganhar impulso para voltar bem para cima. Nem que seja 1, 2, 3 dias apenas...
Há coisas que precisam de ser choradas, vividas, é quase uma espécie de "luto". Sim, é quase isso que sinto, uma "perda". Mais que não seja, e na melhor das hipoteses, perdi o "direito" de ter a ideia cor de rosa que tinha. Sei que é cedo para dizer que é tudo mau, que nunca vou conseguir. Mas "ganhei" a certeza de que, se eventualmente conseguir, vai ser complicado, no verdadeiro sentido da palavra vai ser um alto risco.
Sinto que perdi aquele sonho longinquo... perdi um bocadinho aquele meu "um dia eu vou...".
Mas recuando muito, muito tempo atrás, dou conta como tudo isto é muito ambiguo. Como as coisas podem mudar e como avida pode ser irónica.
Porque se bem me lembro em pequenina eu dizia que nunca iria ter tal desejo, eu só pensava "´Xiça! só chatices! Deve ser tão fixe ser adulta sem ninguém a depender de mim, fazer o que eu quiser, à hora que quiser, viajar muito. Nããã, não vou ter vida para essas coisas!"
Mais tarde dizia "Ok, um dia... existirão outras opções que não as naturais, existirão as 100% burocraticas, até porque a via natural de certeza que doi "pa caraças"! E as instituições agrdecem."
Mais crescida dizia "Pronto é lei da vida seguir a ordem natural das coisas, um dia... posso ir pela via natural, no entanto quero ter as duas "experiências" natural e burocratica."
Entretanto com "vida feita" entrei numa de "se tiver de ser será", meti-me a jeito meses, anos, e nada, nunca pensei no assunto "à séria", nunca me preocupei, achava estranho nunca ter acontecido nada, mas não era algo que me ocupasse o cerebro mais do que 1 ou 2 min, mas a ideia estava formada "cá para mim há aqui qualquer coisa de errado".
Depois houve o ultimato "é ou não é agora?" pensou-se muito no assunto e não era já, não era, não estava para já nos meus planos, os planos eram "um dia..." e eu tinha muito tempo pela frente. "Um dia..." sempre quis dizer, "eu quero, quero mesmo, mas não já, daqui a uns anos, até porque tenho tempo".
Depois muita água correu, muita coisa aconteceu, e durante muita reviravolta da vida o "um dia..." ficou completamente esquecido.
As coisas acalmaram, a vida vai-se endireitanto e o "um dia..." voltou. Voltou de tal forma que catucava o meu cerebro muitas vezes, fazia-me sonhar. E apenas saber que o "um dia..." era uma hipotese real deixava-me feliz. Bastava-me saber que essa hipotese existia para estar bem.
Até que chegaram as dores, aquelas fortes, fortes (porque das fracas sempre tive), os medicamentos pra as dores, os exames, e o diagnóstico - três problemas, um com tratamento total, outro com possivel tratamento, e outro se qualquer tipo de resolução.
E o "um dia..." tal e qual como sonhava, como idealizava puff foi-se... aquele "um dia...", aquele mesmo, não há mais...
O "um dia..." está-se a tornar numa urgência, sei bem que o "um dia..." ou se torna mais ou menos num "já" ou perde o prazo de validade... Quanto mais tempo passa, existem menos hipoteses de dar certo.
E agora eu penso, é castigo? É castigo por achar que tinha todo o tempo do mundo?
Em parte sei que não, até porque já nasci assim...
Agora que me foi tirada a faculdade de poder sonhar com tudo cor de rosa, é que eu tenho noção do quanto eu quero, agora se me dessem a escolher entre o que estou a passar agora e um "vamos a isto agora?" eu ia a isto agora, sem sombra de duvidas!
Portanto eu sou uma prova viva que só queremos (efectivamente) quando não temos!
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Isto doi...
É duro estar à porta da sala das ecos à espera para entrar e ouvir o coração de um qualquer bebé a bater dentro da barriga mãe...
Mais duro é ouvir o médico, enquanto me fazia a eco, ir ditando à assistente o meu relatório, e eu sempre perceber tudo...
Poucas foram as vezes que tive de segurar tanto as lágrimas.
Com 29 anos, quase 30, entrei para o grupo das pessoas com malformações congénitas... e claro das mais raras (dentro do estilo)... e claro dentro do raro ainda é atipico (o que no meio de tanta coisa má até se pode vir a revelar uma coisa boa)...
Amanhã será um dia melhor...
Mais duro é ouvir o médico, enquanto me fazia a eco, ir ditando à assistente o meu relatório, e eu sempre perceber tudo...
Poucas foram as vezes que tive de segurar tanto as lágrimas.
Com 29 anos, quase 30, entrei para o grupo das pessoas com malformações congénitas... e claro das mais raras (dentro do estilo)... e claro dentro do raro ainda é atipico (o que no meio de tanta coisa má até se pode vir a revelar uma coisa boa)...
Amanhã será um dia melhor...
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Há tanto tempo que não me sentia assim...
Triste, triste, triste...
Uma tristeza tão grande que doía, um desalento...
Qualquer minima coisa me fazia chorar, um abraço, uma noticia no telejornal, uma frase lida num qualquer cartaz.
Andei de lágrima fácil o dia todo... (C*%&/$# dos óvarios, P*&%$# das hormonas)
Hoje felizmente sinto-me melhor, bem melhor...
Há coisas em que não se deve de todo pensar, pelo menos não agora, pelo menos não já...
Para a semana há mais noticias (espero eu)...
Uma tristeza tão grande que doía, um desalento...
Qualquer minima coisa me fazia chorar, um abraço, uma noticia no telejornal, uma frase lida num qualquer cartaz.
Andei de lágrima fácil o dia todo... (C*%&/$# dos óvarios, P*&%$# das hormonas)
Hoje felizmente sinto-me melhor, bem melhor...
Há coisas em que não se deve de todo pensar, pelo menos não agora, pelo menos não já...
Para a semana há mais noticias (espero eu)...
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