Faltava-me a tua respiração para me embalar e o teu calor para me manter quentinha toda a noite...
Hoje a meio da noite já volto a dormir bem e quentinha!
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Só queremos quando não temos
Depois de semanas a pensar no mesmo, depois de semanas a me tentar perceber a mim própria, o porquê de tanta dor, tanta tristeza, tanta angustia, finalmente tudo se vai encaixando devagarinho no seu lugar. Uns dias mais leves, outros mais pesados.
Percebi que apesar de ser uma pessoa "despachada", prática, optimista, e bem disposta, quando algo acontece que me afecte profundamente, preciso de chorar muito, preciso de entregar à dor, ao desgosto, preciso de dizer mal dizer a minha vida, revoltar-me com o mundo. Preciso de ir um bocadinho lá a baixo para ganhar impulso para voltar bem para cima. Nem que seja 1, 2, 3 dias apenas...
Há coisas que precisam de ser choradas, vividas, é quase uma espécie de "luto". Sim, é quase isso que sinto, uma "perda". Mais que não seja, e na melhor das hipoteses, perdi o "direito" de ter a ideia cor de rosa que tinha. Sei que é cedo para dizer que é tudo mau, que nunca vou conseguir. Mas "ganhei" a certeza de que, se eventualmente conseguir, vai ser complicado, no verdadeiro sentido da palavra vai ser um alto risco.
Sinto que perdi aquele sonho longinquo... perdi um bocadinho aquele meu "um dia eu vou...".
Mas recuando muito, muito tempo atrás, dou conta como tudo isto é muito ambiguo. Como as coisas podem mudar e como avida pode ser irónica.
Porque se bem me lembro em pequenina eu dizia que nunca iria ter tal desejo, eu só pensava "´Xiça! só chatices! Deve ser tão fixe ser adulta sem ninguém a depender de mim, fazer o que eu quiser, à hora que quiser, viajar muito. Nããã, não vou ter vida para essas coisas!"
Mais tarde dizia "Ok, um dia... existirão outras opções que não as naturais, existirão as 100% burocraticas, até porque a via natural de certeza que doi "pa caraças"! E as instituições agrdecem."
Mais crescida dizia "Pronto é lei da vida seguir a ordem natural das coisas, um dia... posso ir pela via natural, no entanto quero ter as duas "experiências" natural e burocratica."
Entretanto com "vida feita" entrei numa de "se tiver de ser será", meti-me a jeito meses, anos, e nada, nunca pensei no assunto "à séria", nunca me preocupei, achava estranho nunca ter acontecido nada, mas não era algo que me ocupasse o cerebro mais do que 1 ou 2 min, mas a ideia estava formada "cá para mim há aqui qualquer coisa de errado".
Depois houve o ultimato "é ou não é agora?" pensou-se muito no assunto e não era já, não era, não estava para já nos meus planos, os planos eram "um dia..." e eu tinha muito tempo pela frente. "Um dia..." sempre quis dizer, "eu quero, quero mesmo, mas não já, daqui a uns anos, até porque tenho tempo".
Depois muita água correu, muita coisa aconteceu, e durante muita reviravolta da vida o "um dia..." ficou completamente esquecido.
As coisas acalmaram, a vida vai-se endireitanto e o "um dia..." voltou. Voltou de tal forma que catucava o meu cerebro muitas vezes, fazia-me sonhar. E apenas saber que o "um dia..." era uma hipotese real deixava-me feliz. Bastava-me saber que essa hipotese existia para estar bem.
Até que chegaram as dores, aquelas fortes, fortes (porque das fracas sempre tive), os medicamentos pra as dores, os exames, e o diagnóstico - três problemas, um com tratamento total, outro com possivel tratamento, e outro se qualquer tipo de resolução.
E o "um dia..." tal e qual como sonhava, como idealizava puff foi-se... aquele "um dia...", aquele mesmo, não há mais...
O "um dia..." está-se a tornar numa urgência, sei bem que o "um dia..." ou se torna mais ou menos num "já" ou perde o prazo de validade... Quanto mais tempo passa, existem menos hipoteses de dar certo.
E agora eu penso, é castigo? É castigo por achar que tinha todo o tempo do mundo?
Em parte sei que não, até porque já nasci assim...
Agora que me foi tirada a faculdade de poder sonhar com tudo cor de rosa, é que eu tenho noção do quanto eu quero, agora se me dessem a escolher entre o que estou a passar agora e um "vamos a isto agora?" eu ia a isto agora, sem sombra de duvidas!
Portanto eu sou uma prova viva que só queremos (efectivamente) quando não temos!
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Isto doi...
É duro estar à porta da sala das ecos à espera para entrar e ouvir o coração de um qualquer bebé a bater dentro da barriga mãe...
Mais duro é ouvir o médico, enquanto me fazia a eco, ir ditando à assistente o meu relatório, e eu sempre perceber tudo...
Poucas foram as vezes que tive de segurar tanto as lágrimas.
Com 29 anos, quase 30, entrei para o grupo das pessoas com malformações congénitas... e claro das mais raras (dentro do estilo)... e claro dentro do raro ainda é atipico (o que no meio de tanta coisa má até se pode vir a revelar uma coisa boa)...
Amanhã será um dia melhor...
Mais duro é ouvir o médico, enquanto me fazia a eco, ir ditando à assistente o meu relatório, e eu sempre perceber tudo...
Poucas foram as vezes que tive de segurar tanto as lágrimas.
Com 29 anos, quase 30, entrei para o grupo das pessoas com malformações congénitas... e claro das mais raras (dentro do estilo)... e claro dentro do raro ainda é atipico (o que no meio de tanta coisa má até se pode vir a revelar uma coisa boa)...
Amanhã será um dia melhor...
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Há tanto tempo que não me sentia assim...
Triste, triste, triste...
Uma tristeza tão grande que doía, um desalento...
Qualquer minima coisa me fazia chorar, um abraço, uma noticia no telejornal, uma frase lida num qualquer cartaz.
Andei de lágrima fácil o dia todo... (C*%&/$# dos óvarios, P*&%$# das hormonas)
Hoje felizmente sinto-me melhor, bem melhor...
Há coisas em que não se deve de todo pensar, pelo menos não agora, pelo menos não já...
Para a semana há mais noticias (espero eu)...
Uma tristeza tão grande que doía, um desalento...
Qualquer minima coisa me fazia chorar, um abraço, uma noticia no telejornal, uma frase lida num qualquer cartaz.
Andei de lágrima fácil o dia todo... (C*%&/$# dos óvarios, P*&%$# das hormonas)
Hoje felizmente sinto-me melhor, bem melhor...
Há coisas em que não se deve de todo pensar, pelo menos não agora, pelo menos não já...
Para a semana há mais noticias (espero eu)...
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Há coisas que simplesmente sabemos
Há ideias que se formam apenas porque sim, um dia acordamos, e temos uma sensação qualquer que nos leva a ter "X" ideia.
São coisas que simplesmente sabemos, são intuições, não as sabemos explicar.
Eu sempre soube, não sei como, mas sempre soube, há muitos anos que o sei, talvez desde criança? Talvez desde os meus 17 anos? Certamente que desde a altura em que "brincava" com a pilula, (esquecimentos mais do que muitos, antibioticos recorrentes, e sempre sem protecção) e nunca nada aconteceu.
Agora percebe-se porquê, nada que eu lá no fundo não soubesse...
Resta-me esperar, não pânicar e começar um leve processo de mentalização para uma eventual cirurgia...
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Oi?
Riso, dos risos:
Ontem de manhã apeteceu-me, só porque sim, mandar uma "litte message" ao homem lá de casa junto ao "farnel" para o almoço.
Entretanto nunca mais me lembrei daquilo, passou-se o dia e eu nem aí.
À noite vinha ele com o papelinho na mão todo sorridente.
Mas houve alguém que apanhou o papelinho e olhou para ele com uma cara que nem sei descrever, era um misto de desapontamento com tristeza, desdenho, ciúme, nem sei, ao mesmo tempo que proferiu um "tchhhhh" começou a amachucar o papelito.
A meia hora seguinte foi tipo:
"Então mas não dizias que gostavas tanto de mim como dele? Pois mas para mim não mandas papelinhos! Afinal é mentira não gostas de mim! Oh pai já viste ela para ti manda papelinhos a dizer que te ama e para mim não!"
Deu pano para mangas o raio do papelinho!
Ai meu Deus o que eu me ri!
Ás tantas a coisa não havia meio de acabar então tive que lhe dizer "Oi? Espera lá, mas aqui quem é que é o meu marido, namorado, wherever? Queres papelinhos arranja uma namorada!"
Pronto e é nisto em que andamos.
(ainda não percebi de onde vêm os ciumes, se de mim, se do pai... Acho que é um misto...)
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Declaradamente Sou a Sra. dos Pânicos!
Este post nada tem a ver com o anterior, nada de nada, são situações completamente diferentes.
Mas de facto a minha primeira recção quando dou de caras com a aproximação de um possivel grande problema entro em pânico...
Um ou dois dias depois, tenho medo.
Sábado chorei...
Domingo acordei e chorei...
Hoje resta-me esperar, não vale a pena chorar mais antes de ter certezas, nem tão pouco sei bem quais as certezas que podem surgir para a semana.
Sempre fui pessoa de "pensamento positivo é meio caminho andado para o sucesso", e até sábado andei assim, mas quando me deparei com uma das possibilidades reais da questão paniquei.
Agora só me resta esperar...
Mas de facto a minha primeira recção quando dou de caras com a aproximação de um possivel grande problema entro em pânico...
Um ou dois dias depois, tenho medo.
Sábado chorei...
Domingo acordei e chorei...
Hoje resta-me esperar, não vale a pena chorar mais antes de ter certezas, nem tão pouco sei bem quais as certezas que podem surgir para a semana.
Sempre fui pessoa de "pensamento positivo é meio caminho andado para o sucesso", e até sábado andei assim, mas quando me deparei com uma das possibilidades reais da questão paniquei.
Agora só me resta esperar...
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